Núcleo Museológico "O Lyceu" - Objects with History
Liceu do Funchal ao Liceu de Jaime Moniz
A peça histórica do mês de janeiro de 2026 convida a recuar a 13 de janeiro de 1919, data em que o Diário do Governo publicava o Decreto n.º 5:096. Nesse documento, o Ministério da Instrução Pública atribuía, pela primeira vez, patronos aos liceus do continente e ilhas, associando cada estabelecimento a figuras de referência da vida intelectual, cívica e cultural do país. Entre esses nomes, surge o “Liceu Central de Jaime Moniz”, que passa a substituir o “Liceu Nacional do Funchal”.
O decreto justifica esta opção, sublinhando o valor “altamente educativo” de ligar as escolas a grandes individualidades, cuja memória servisse de inspiração e exemplo de virtudes cívicas, morais e de sólidos valores intelectuais. Ao lado de Camões, Antero de Quental, João de Deus, Bocage ou Eça de Queiroz, Jaime Moniz passa a integrar um panteão simbólico de patronos que projetam sobre os liceus um ideal de formação exigente e de compromisso com a vida pública.
O exemplar do Diário do Governo de 13 de janeiro de 1919 recorda ainda a origem simbólica do atual Dia da Escola, hoje celebrado nessa mesma data em memória deste decreto e do madeirense Jaime Moniz, antigo aluno do Liceu do Funchal, nos anos 50 do século XIX.
